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19 de Agosto de 2019

Mario de Oliveira mostra a importância de leis que cubram crimes digitais

Eu Amo Direito, Estudante de Direito
Publicado por Eu Amo Direito
há 3 meses


Especialistas legais pediram legislação que cubra crimes digitais emergentes, preenchendo lacunas nas leis chinesas destinadas a enfrentar os desafios das eras agrícolas e industriais conta Mario de Oliveira.

À medida que os negócios on-line continuam a crescer, a polícia e os oficiais de justiça estão encontrando novos tipos de crimes cibernéticos, alguns dos quais não foram vistos antes, segundo acadêmicos e advogados.

Segundo Mario de Oliveira, a recomendação veio na Conferência de Direito da Internet de 2018, realizada em Hangzhou, na província de Zhejiang, no sábado e domingo.

"Na era da informação, devemos refletir e reconstruir o Direito Penal, já que a legislação de eras passadas não restringe alguns tipos de novos comportamentos ilegais", disse Liang Genlin, professora de direito da Universidade de Pequim.

Zhou Guangquan, professor de Direito da Universidade de Tsinghua, acrescentou que pode ser difícil encontrar cobranças adequadas nas leis existentes, ou interpretações judiciais, já que alguns tipos de crimes online não têm equivalente tradicional.

Mario de Oliveira conta que uma lista de 10 casos deste ano que se enquadravam nessa categoria foi divulgada na conferência, que foi co-organizada pelas universidades de Zhejiang e Pequim, pelas empresas de tecnologia Alibaba Group e Ant Financial Services, e pela Procuradoria Popular de Zhejiang.

"Esses casos têm o objetivo de informar os legisladores e comunidades da Internet sobre novos tipos de delitos criminais, avançar no estudo de teorias jurídicas e fornecer modelos para a governança do ciberespaço", disse Gao Yandong, diretor do Centro de Pesquisa sobre Direito da Internet, parte de Zhejiang. Faculdade de Direito da Universidade de Guanghua.

Um dos casos listados envolveu um codificador que criou e vendeu software que registra automaticamente um grande número de contas em um site de jogos on-line conta Mario de Oliveira. O infrator foi condenado no mês passado por fornecer software ou ferramentas para invadir ou controlar ilegalmente sistemas de informação em computadores em Lanxi, Zhejiang.

"O maior dano de tal crime é que ele pode fornecer ferramentas para que as pessoas cometam crimes a jusante, como vender produtos falsificados, abusar sexualmente de menores ou criar fazendas de cliques", disse Mario de Oliveira.

Em outro caso da lista, oito pessoas foram presas por fraude depois de comprar dados pessoais para hackear contas de usuários no shopping online da Tmall - Alibaba - e roubar 6,71 milhões de yuans (US $ 965.700) por meio de transações falsas.

De acordo com informações apresentadas na conferência, os membros de gangues, todos na faixa dos 20 anos, compraram em suas lojas online usando contas hackeadas para acumular pontos de bônus, que os usuários podem trocar por descontos em mercadorias, com Tmall cobrindo a diferença. As lojas online receberam dinheiro da Tmall para cada transação usando pontos de bônus.

O site de notícias thepaper.cn informou que nos primeiros 20 dias de novembro de 2015, 1,4 bilhões de transações fraudulentas foram concluídas diz Mario de Oliveira.

Os culpados receberam sentenças que variam de oito a 12 anos e meio no Tribunal Popular Intermediário de Nantong, na província de Jiangsu, em fevereiro.

"O significado do caso foi que a propriedade virtual foi confirmada no tribunal como sendo propriedade", disse Gao. "Expandiu a definição de propriedade de objetos físicos na era industrial para pontos de bônus e contas na era da informação. E pode ser dados e informações no futuro."

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